10 acções europeias para apostar nos mercados emergentes

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Os mercados emergentes vão continuar a ser o motor do crescimento económico mundial em 2010. As empresas com maior exposição a estes mercados deverão superar o desempenho do mercado. Conheça dez acções europeias para beneficiar com segurança com o forte crescimento destes países.


Os mercados emergentes deverão crescer quatro vezes mais que os países desenvolvidos em 2010. Nos últimos doze meses, os investidores que apostaram nestes países terminaram o ano com retornos acentuados. As empresas com exposição a estes mercados recolhem a preferência dos analistas. Conheça dez cotadas europeias onde pode investir para beneficiar com o forte crescimento dos emergentes.

Depois de um ano de ganhos generalizados nos mercados accionistas mundiais, os analistas recomendam agora uma maior selecção das acções e a preferência por companhias de qualidade. Para os especialistas do Citigroup, os mercados emergentes vão voltar a liderar o crescimento e as empresas expostas a estas economias vão superar em termos de desempenho. O banco de investimento considera que apesar da forte subida registada em 2009, as acções europeias permanecem atractivas.

“Pensamos que os mercados emergentes oferecem melhores oportunidades de crescimento, melhores oportunidades para as empresas criarem valor e também oferecem activos atractivos”, sintetiza a mesma nota de “research”. Mas, esta é uma opinião consensual entre os analistas. Goldman Sachs, UBS ou JPMorgan são outras das casas de investimento que apontam os mercados emergentes como a história de investimento para este ano e colocam entre as suas “top picks” para 2010 companhias com elevada exposição aos emergentes.

O MSCI para os mercados emergentes acumulou no ano passado uma subida de 75%, animado pelas robustas taxas de crescimento destas economias e pelos planos de estímulo económico implantados por estes países.

BBVA, British American Tobacco (BAT), HSBC ou Sanofi-Aventis são algumas das empresas europeias onde os analistas estão optimistas e que recebem uma parte significativa das suas receitas dos mercados emergentes. Além de estarem expostas a economias com histórias de crescimento robustas, estas empresas têm políticas de dividendos atractivas, que garantem aos investidores um retorno acrescido.

Ao investir em empresas europeias com exposição aos mercados emergentes, além de beneficiar com o forte desenvolvimento destas economias, está a apostar em cotadas com sede na Europa e que, como tal, estão expostas a menores riscos. Questões como a falta de informação por parte das empresas, desconhecimento do negócio ou riscos geopolíticos que possam interferir na gestão das companhias, à partida estão minimizados quando se investe numa cotada europeia.

Num ano que se espera de maior volatilidade, devido às incertezas quanto aos juros e à retirada dos estímulos, os especialistas recomendam um investimento mais seguro e centrado em companhias capazes de gerar resultados. Além dos menores riscos de investimento, a aposta em acções europeias cotadas em euros evita ainda o risco cambial.

Em termos sectoriais, os títulos financeiros são uns dos mais recomendados pelos analistas. BBVA, HSBC ou Société Générale são aposta para vários bancos de investimento e são presença constante nas carteiras dos fundos de acções europeias (ver página seguinte). Também as empresas expostas ao consumo nestas economias apresenta potencial. É o caso da Unilever, que gera 42% das suas receitas nos mercados emergentes. No sector energético, o JPMorgan mostra-se optimista para a ArcelorMittal, devido à presença significativa nos países em desenvolvimento.

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