7 dicas para engordar a sua poupança

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Toda a gente sabe que é fundamental poupar.

O que muitos não sabem é como, quanto e onde poupar. Neste sentido, a Carteira elaborou um conjunto de conselhos que o ajudam a construir um pé-de-meia sólido e à medida das suas necessidades. Siga-os e da próxima vez que a crise apertar, esteja preparado para a enfrentar de sorriso nos lábios e dinheiro no bolso.

1 – Automatize a sua poupança

Só há uma razão para os aforradores não investirem em acções: de vez em quanto, as bolsas caem a pique (como agora). Porém, também é certo que, a seguir a uma queda vem uma subida e que, no longo prazo, as acções ganham.

Se os mercados flutuam, mas acabam por ganhar, então uma estratégia que programe uma aplicação mensal só poderá render no longo prazo.

Porque funciona esta estratégia?

As compras efectuadas durante as “bolhas” especulativas (que acabam por rebentar) são compensadas pelas aquisições quando os mercados estão no fundo.

No longo prazo, em média, as compras foram a um preço justo. É preciso alguma força de vontade para não se desviar da estratégia.

Alguns bancos, como o Millennium bcp, o Banco Espírito Santo e o Banco BPI, dão uma ajuda: é possível automatizar as subscrições mensais de fundos com reforços mínimos a partir de 25 euros. Contudo, se tiver força de vontade, não precisa de fazer um plano automático; basta que pague primeiro a si sempre que receber o vencimento.

2 – Se não está a poupar 10 por cento do salário, então está a poupar pouco (mesmo em tempos de crise)

É muito simples de entender porque é que, quanto mais cedo começar a poupar, mais fácil será viver uma reforma tranquila: é que 1 euro poupado aos 20 anos consegue juntar tanto como 10 euros poupados aos 40 anos quando chegar à reforma. É o poder da capitalização, que deve usar a seu favor.

Poupar um mínimo de 10 por cento do vencimento é recomendado, mas, quanto mais velho for o investidor, mais deverá amealhar, a não ser que já tenha um pé-de-meia substancial.

3 – Tem medo de perder dinheiro?

Se é completamente avesso ao risco, só tem uma alternativa: comprar certificados de aforro.

A par das obrigações e dos bilhetes do tesouro, os certificados são garantidos pelo Estado português.

Se não acredita que ele vai à falência, então este produto é das poucas coisas garantidas na vida (a par dos impostos e da morte, como disse Benjamin Franklin). Com as alterações introduzidas no início de Março, a taxa de juro dos certificados de aforro vai andar ligeiramente abaixo da Euribor a 3 meses, mais um prémio de permanência, a partir do segundo ano, que pode chegar aos 2,5 por cento no décimo ano, o último possível.

Se a Euribor ficasse congelada no nível actual durante 1 década (o que não vai acontecer de certeza), então poderia ter uma rendibilidade anual líquida de impostos de 2,4 por cento. Não é muito, mas sempre seria um ganho superior à inflação.

O preço de paz de espírito é um rendimento baixo.

4 – Quem disse que o mealheiro é para crianças?

Há métodos pouco sofisticados que podem ajudá-lo a atingir simples objectivos.

O mealheiro é um deles: se precisa de poupar um milhar de euros para as férias ou para as prendas de Natal, adquira já o seu. Imagine um mealheiro cilíndrico com um volume de 1,5 litros (20 centímetros de altura por 10 de diâmetro). Se o encher exclusivamente de moedas de 50 cêntimos, 1 e 2 euros, então, quando o abrir, terá qualquer coisa como 1000 euros.

Se tiver pouco mais de 1 ano, guarde 2,5 euros por dia, pelo menos, para chegar aos 1000 euros.

Pode ser uma grande ajuda, não?

5 – Há outros mealheiros

Se quiser uma solução mais sofisticada para amealhar o seu dinheiro (leia-se “mais bancária”), tem 2 opções: depósitos a prazo de curto prazo e fundos de tesouraria.

Se sabe quando necessitará do dinheiro, acorde depósitos com a maturidade pouco antes dessa data; se não souber, faça sucessivos depósitos a prazo de 1 mês, porque, quando tiver de sair, no máximo, perde juros dos últimos 30 dias.

O problema dos depósitos a prazo é que exigem 500 euros para começar, pelo menos, o que é contrário ao espírito do mealheiro. Além disso, a remuneração é realmente diminuta: na Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, a taxa anual líquida dos depósitos a 1 mês começa nos 0,2 por cento.

Por isso, os fundos de tesouraria são uma alternativa prova- velmente melhor. A escolha da Carteira nesta área é o SGAM FMM Euro: a subscrição e os reforços mínimos são de cerca de 120 euros (o valor de uma unidade de participação) e a rendibilidade do último ano foi de 3 por cento.

6 – Dê um passo de cada vez

Se, depois de ler este artigo ou noutra altura da sua vida, quiser acertar o ritmo das suas finanças pessoais, não se entusiasme. Dê um passo de cada vez: mais vale um pequeno passo do que um grande passo que não termina.

Mude progressivamente os vários aspectos que quer corrigir; só salte para uma nova medida quando já tiver consolidado uma alteração no seu ciclo financeiro.

7 – Tenha o suficiente para pagar despesas correntes de 3 meses numa conta de emergência

Antes de começar a gastar e a investir o dinheiro, deve preocupar-se em garantir o seu futuro, qualquer que seja ele.

Deve ter, pelo menos, o suficiente para se aguentar durante 3 meses sem receber salário.

Nos casos de famílias mais numerosas, com ascendentes e descendentes a pesar no orçamento familiar, o número de meses deve ser alargado para 6, pelo menos. Um fundo de emergência é uma aplicação de baixo risco, fácil e rapidamente mobilizável. Assim, se ocorrer um imprevisto na sua vida (doença, acidente, desemprego, etc.) não irá mobilizar o dinheiro investido noutros activos.

Se quiser optar pelos depósitos a prazo, faça um aforro progressivo em aplicações de 1 mês automaticamente renováveis: se necessitar do capital, todos os meses pode resgatar parte do dinheiro sem perder juros. Pode ainda escolher um bom fundo de tesouraria.

A vantagem é que não tem de resgatar todo o dinheiro aplicado de uma só vez; pode fazê-lo em prestações. Pode entrar no SGAM FMM Euro, disponível no ActivoBank7 e no Banco Best, com apenas 120 euros e sair em 3 dias. Se considera que são muitos dias, procure um produto com um prazo de resgate mais curto, como o Montepio Monetário: se fizer o pedido de saída até às 17 horas, tem o dinheiro no dia seguinte. Este fundo rendeu 2,7 por cento no último ano.

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