7 truques para escolher os melhores fundos

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Se ganha dinheiro com os seus fundos de investimento é sinal de que a escolha foi boa e que os gestores dos seus fundos merecem a comissão que lhes paga.
Mas se está a ganhar pouco quando a economia está em alta e a perder muito em alturas más, é porque não fez a melhor escolha.
Neste caso, não abandone os seus investimentos, assuma os erros e corrija-os. Se tem tempo para analisar as ofertas disponíveis no mercado, eis algumas dicas para fazer a melhor escolha.

1. Informe-se

Saiba o que o mercado tem para lhe oferecer. Comece pelo seu banco, mas não fique por aí. Há entidades, como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Associação Portuguesa das Sociedades Gestoras de Património e Fundos de investimento (APFIPP), que publicam informação periódica sobre os mercados de fundos nacional e internacional. Para quem não tem tempo para grandes estudos, os rankings da APFIPP são uma excelente ajuda no processo de decisão. Mas o mais importante é o prospecto de comercialização do fundo.
Nunca se deve comprar um fundo sem o ler com atenção. Neste documento, disponibilizado pelas entidades comercializadoras ou pela CMVM, encontram-se as comissões cobradas, a política de investimento, os principais activos do fundo e informação fiscal relevante e, em alguns casos, permite também conhecer o gestor do fundo.

2. Quanto custa?

Os fundos têm custos. Investir em centenas de acções ou obrigações ao mesmo tempo não é grátis.
A comissão de subscrição ou de entrada é a primeira a ter em conta.
Para avaliar o custo de entrada no fundo, o subscritor deverá comparar a comissão de subscrição de todos os fundos de uma determinada classe.
Por exemplo, se pretende adquirir um fundo de acções deve aferir a comissão de subscrição média dessa classe de activos.
Investir através de fundos tem as suas vantagens e uma delas é a transferência da gestão do risco para um profissional.
No entanto, esta transferência tem custos, que estão condensados na comissão de gestão.
Por outro lado, os activos do fundo estão depositados num banco, o que justifica a comissão de depósito.
Ao contrário da comissão de subscrição, as comissões de depósito e gestão não variam em função das classes de activos mas sim das entidades gestoras.
No final, pode ainda surgir a comissão de resgate. Esta é a única que pode e deve ser evitada.
Pode, porque normalmente varia em função do horizonte temporal do investimento e, na generalidade, após um determinado período de permanência deixa de existir.
E deve, porque é aplicada sobre o investimento já capitalizado, logo, é sempre mais pejorativa do que a comissão de subscrição.

3. Saiba o que quer

Quanto dinheiro tem? Durante quanto tempo vai investir? E qual o objectivo do investimento?
Estas são algumas das questões que deve responder antes de escolher o fundo.
Tem de definir qual é o seu perfil de risco para que, mais tarde, não se venha a arrepender.
Para o ajudar, a APFIPP publica, semanalmente, as rendibilidades e o risco da maioria do fundos de investimento disponíveis em Portugal baseando-se no desvio-padrão das rendibilidades semanais dos últimos dois e cinco anos.
Desta forma, a APFIPP desenhou seis classes de risco.
A classe um é a menos arriscada e diz-nos que o fundo pode perder entre zero e 1,5 por cento, enquanto que a classe seis, a mais arriscada, comporta um risco de perda que pode ultrapassar os 20 por cento. Através desta análise, poderá escolher o fundo que mais se adequa ao seu perfil.

4. O passado não garante nada

Um fundo com excelentes rendibilidades passadas desperta a atenção de qualquer investidor, mas não permite previsões para o futuro. Como diz qualquer prospecto de fundos, as rendibilidades passadas não constituem garantia de retornos futuros.

5. Procure resultados consistentes

Qualquer fundo pode ter um ano fora de série e ganhar muito acima dos seus semelhantes.
Mas dizer que um fundo dá cinco por cento ao ano é diferente de dizer que o fundo deu cinco por cento no ano passado.
Um bom fundo não é necessariamente aquele que maior rendibilidade obteve nos últimos 12 meses.
Para escolher um fundo consistente deve olhar para as rendibilidades alcançadas nos últimos três ou cinco anos.
Se estas forem similares é sinal de que o fundo é consistente e o gestor tem feito um bom trabalho. Por outro lado, não se deve confundir consistência com volatilidade.

6. Pense a longo prazo

Pense nos seus investimentos como uma corrida.
Tem escolher um atleta: prefere um sprinter, que após cem metros tem que recuperar o fôlego, ou um corredor de fundo, capaz de correr quilómetros com uma passada certa?
Os fundos de investimento são instrumentos virados para o longo prazo.
Basta dar uma olhadela aos prospectos e verificar o horizonte temporal recomendado.
À excepção dos fundos de tesouraria, nenhuma outra classe aconselha investimentos inferiores a dois anos.
As vantagens são essencialmente duas: na maioria dos casos evita-se a comissão de resgate e, por outro lado, utiliza-se o tempo para diminuir a volatilidade.

7. Deixe a paixão em casa

Vender um fundo pode ser mais difícil do que comprar, especialmente, quando as perdas são avultadas.
Provavelmente, vai esperar por uma recuperação antes de consumar a venda, mas na maioria dos casos esta pode ser demasiado tarde.
Se o seu fundo teve um ano mau, compare-o com os seus pares. No caso do mal ser generalizado, o seu fundo pode não ser tão mau assim.
Todos os fundos têm um ano mau, mas dois ou três anos a cair já levanta algumas dúvidas.
Quando assim é, compare a rendibilidade do último ano com a taxa anualizada dos últimos cinco.
Esta análise permite apurar se o mal é crónico e, se assim for, assuma os seus erros e parta para outro. Está a tratar do seu dinheiro, deixe a paixão para outras coisas.

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