Jogar na Bolsa é um jogo de azar?

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Aplicar em ações, na Bolsa de Valores, requer uma certa “ciência”, digo algum conhecimento e leitura, bem como acompanhamento periódico. Você pode ter acesso e obter melhor assessoramento com um Gerente de Banco.

Mas, para ajudar o seu raciocínio, separei alguns tópicos importantes de como funciona o mercado de capitais:

1. A empresa quer dinheiro (mais dinheiro):

Para evitar os altos juros cobrados em cima dos empréstimos pelos bancos, uma empresa coloca ações à venda e atrais novos sócios. Eles podem comprar ações ordinárias nominativas (ON), que dá direito a voto nas reuniões dos acionistas, ou preferenciais nominativas (PN), que não dá direito a voto, mas têm preferência da hora da distribuição dos dividendos.

2. O investidor tem dinheiro:

Pessoas, empresas ou bancos querem multiplicar o dinheiro que têm nas mãos. Eles compram (em uma corretora) ações de uma empresa que acaba de abrir o seu capital ou lançar novas ações. O dinheiro vai direto para a empresa, sem passar pela Bolsa de Valores. Por isso, esse mercado é chamado de primário. Bancos, corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários ficam com a incumbência de por no mercado as ações.

3. O dinheiro muda de mãos:

Ações compradas no mercado primário podem ser vendidas na Bolsa de Valores. É o mercado secundário. As partes só podem negociar por meio de uma das corretoras associadas à Bolsa, que cobram taxas de 0,5 a 2% do valor da operação. Os negócios são fechados por computador ou pelos funcionários que a corretora tem na Bolsa – os operadores.

4. A comodidade das ações menos disputadas:

É a maioria no mercado, mas representam apenas 15% do dinheiro que circula na Bolsa de Valores. Pertencem a cerca de 530 empresas e são compradas ou vendidas por meio de computadores ligados à Bolsa – o Sistema Eletrônico de Negociação.

5. Ações mais disputadas: É aí que “o bicho pega”…

As corretoras mantêm operadores na Bolsa para comprar e vender ações das empresas mais cotadas. É aquela rapaziada estressada, que sua muito e fica gritando até a exaustão. Eles recebem ordens da corretora por telefones sem fio, e fazem os negócios aos berros em um ambiente chamado pregão.

6. Componentes do mercado de capitais:

a) Direitos e Proventos – As empresas propiciam benefícios a seus acionistas, sob a forma de proventos (dividendos e bonificações) ou de direito a preferência na aquisição de novas ações (subscrição).

b) O Índice Bovespa – Vulgo IBOVESPA ou IBV, é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro, porque retrata o comportamento dos principais papéis negociados na BOVESPA. Corresponde ao valor atual, em moeda corrente, de uma carteira de ações hipotética (ou seja “Gasparzinho”, só existe na teoria), constituída em 02/01/1968, a partir de uma aplicação também hipotética. Supõe-se não ter sido efetuado nenhum investimento adicional. As ações usadas nesse cálculo são, as que, junto representaram 80% do volume de negócios dos últimos 12 meses na Bolsa. Só por curiosidade, as estatais, sozinhas, representam 80% do volume de negócios da Bovespa.

7. O que faz os preços das ações subir ou descer?

a) Mudanças nas taxas de juros – Se elas caem, a bolsa sobe. Investidores tiram o dinheiro de aplicações que rendem juros e aplicam na Bolsa. Quanto mais procuradas, mais as ações têm seu preço aumentado. A situação inversa também e verdadeira.

b) Inflação – Quando ela sobe, a Bolsa cai. Os investidores abandonam o mercado de ações e aplicam na poupança ou outros investimentos mais estáveis. Não vale a pena correr os riscos da Bolsa se podem contar com um rendimento seguro mensalmente.

c) Boatos, fofocas e outras falcatruas – Eles podem movimentar os preços para cima ou para baixo. Os mais comuns se referem à troca de ministros, pedidos de concordatas de empresas privadas ou privatizações de estatais. Em abril de 1995, por exemplo, a hipóteses de privatização da Telebrás fez o IBOVESPA disparar 28,02% em relação ao mês anterior.

d) Crises externas – A economia de outros países pode repercutir na Bolsa. A crise mexicana, no final de 1994, fez o IBOVESPA cair 10,77% em janeiro e 15,81% em fevereiro do ano passado. O México se deu mal porque estimulou as importações, reduzindo impostos. O consumo de importados cresceu e as empresas sentiram. No Brasil, a política era semelhante. Temeu-se uma repetição da novela mexicana e os investidores deram no pé.

e) Planos econômicos – Sempre que o governo inibe ou estimula o consumo, a Bolsa pipoca como milho na panela. Com o Plano Real (junho de 1994), ela subiu e atingiu um pico de 26,85% de alta, em agosto. Como a população comprava muito, as empresas lucravam mais. Ações eram uma boa pedida. Em setembro, o governo acabou com os consórcios e criou impostos bancários compulsórios. O consumo despencou e a Bolsa pegou carona. Em outubro, caiu 12,51%.

f) Investimentos estrangeiros – Eles promovem altas e baixas na Bolsa. No começo de 1994, o PT estava na frente na campanha presidencial e isso assustava os investidores brasileiros, pois poderia significar um freio nas privatizações. Mesmo assim, a Bolsa subiu 70% entre dezembro de 1993 e fevereiro de 1994. É que, nesse período, fundos de pensão norte- americanos investiram 1 bilhão de dólares na Bolsa.

g) Operadores antiéticos – Ao saber do interesse de um cliente de sua corretora por determinada ação, ele compram lotes dessa ação. Assim, aumentam o peço da ação e ganham um dinheiro garantido, uma vez que a venda está praticamente acertada. Esses operadores são conhecidos como “ratos”. Quando descobertos, eles podem sofrer suspensões – que não ultrapassam 15 dias.

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