Montar e financiar a sua empresa – 4 fases

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Entre ter uma ideia e conseguir transformá-la numa empresa de sucesso, há um caminho a percorrer. Conheça as quatro fases que precisa de vencer para montar a sua empresa.

Todos nós temos boas ideias.

No entanto, há muitas que não passam da cabeça ou do papel. E porquê?

Uma das razões mais comuns é não termos espírito empreendedor. Achamos que temos uma boa ideia, mas acabamos por não a concretizar, porque reconhecemos que não dispomos do perfil mais indicado para avançar com o projecto.

Entre a ideia e sua concretização, há um processo que passa por quatro fases. Convém que qualquer candidato a empreendedor as conheça.

Fase 1. – Validar a ideia de negócio

Depois de surgir a ideia, há que fazer duas avaliações. A primeira consiste em validar a própria ideia; a segunda visa avaliar o perfil de quem a teve.

Quando temos uma ideia, normalmente contamos aos familiares e aos amigos mais próximos. Inconscientemente, esta é uma forma de validar a nossa ideia junto de outras pessoas, o nosso pequeno estudo de mercado. Contudo, o estudo de mercado que fazemos na nossa esfera de contactos acaba por não ser a melhor solução, porque muitas vezes pode estar influenciada pelas relações emocionais que nos unem.

Felizmente, hoje em dia já podemos recorrer a outras técnicas que nos permitem analisar a nossa ideia, sendo algumas delas os blogues, os fóruns ou “chats” de comunidades em diferentes áreas. Para aqueles que acham que as ideias devem ser um segredo, dificilmente recorrerão a estas técnicas. Eu, pessoalmente, acho que as ideias não são fáceis de se concretizar, pois ao comunicar as ideias não se revelará tudo sobre elas.

Nestes sítios, o público é desconhecedor do nosso perfil e apenas analisará a nossa ideia, ou seja, o nosso futuro negócio. Uma vez avaliada a ideia, temos de fazer a segunda avaliação, que é uma das mais importantes para alcançar o sucesso – o nosso perfil.

Façamos, então, um questionário rápido para saber qual o seu grau de empreendedorismo numa escala de 0 a 10. Responda “sim” ou “não” a cada pergunta:

1. Quando comete um erro, reflecte durante algum tempo sobre o erro que cometeu?
2. Num grupo de trabalho é o primeiro a querer organizar as tarefas e a definir os objectivos?
3. Quando promove um negócio por sua conta, e esse negócio fracassa, volta a tentar numa próxima oportunidade?
4. Quando detecta uma boa ideia no estrangeiro, fica a pensar nela, e procura identificar a sua viabilidade no seu país?
5. Quando alguém lhe apresenta uma proposta de trabalho, não reflecte muito e segue o seu melhor “feeling”?

Atribua dois pontos às perguntas a que respondeu “sim” e zero pontos àquelas a que respondeu “não”. Some os pontos obtidos e determine o seu grau de empreendedorismo. Será mais empreendedor, quanto maior for o resultado numérico alcançado no questionário. É importante alcançar um resultado igual ou superior a seis pontos para diminuir a possibilidade de vir a fracassar.

Fase 2. Faça um plano de negócios da empresa a montar.

Num plano de negócios existem dois pontos importantes. O primeiro é a definição do modelo de negócio a usar na sua ideia, ou seja, se vai vender um produto, um serviço ou uma mistura dos dois. O segundo corresponde a determinar as necessidades financeiras para um retorno de investimento aceitável (recomendo considerar, no mínimo, dois anos).

Neste cálculo é fundamental considerar as despesas mês-a-mês, pois os custos acumulam-se mensalmente, e, por outro lado, as vendas, que no primeiro dia não vão evoluir de 0 a 100, ou seja, deve considerar o aumento progressivo dos proveitos.

Verá que daqui resulta uma curva ascendente de custos cumulativos, que terá de ser ultrapassada pela curva de proveitos, para alcançar o retorno do investimento. É uma corrida contra o tempo. Os não financeiros tendem a cometer o erro do factor temporal. Quero dizer com isto, que nada começa a funcionar no primeiro dia, e que cada dia que passa é um custo que se acumula com o do dia anterior.

Fase 3. – Financiamento inicial da empresa

Convém ter capital para sobreviver com poucas vendas nos primeiros três anos.

Temos capital próprio para tal? Senão, devemos recorrer a investidores.

Não aconselho recorrer ao crédito bancário, porque estamos a falar de negócios de alto risco.

O melhor será procurar investidores privados como “business angels” e/ou capitais de risco.

Fase 4. – Adaptação da empresa ao mercado

Uma vez o negócio iniciado, deve saber identificar se necessita de adaptações de acordo com a procura do mercado. Este é igualmente um dos pontos determinantes para garantir o sucesso. Não hesite em fazer adaptações, mudar o rumo quando for necessário e encontrar fórmulas alternativas que sustentem a empresa, caso sejam necessárias.

fonte: jornal de negócios

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