Montar um negócio depois de ficar desempregado

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O cenário repetiu-se pelo mundo inteiro: seguindo-se ao colapso de instituições financeiras, muitas companhias encontravam-se em equilíbrio periclitante.

Levadas pelo desvario provocado pelo clima de incerteza económico muitas corporações e empresas optaram pela opção mais fácil, se bem que nem sempre a escolha mais acertada, em situações de pânico: reduzir custos, reduzindo pessoal.
Como consequência, largas somas foram pagas em indemnizações resultantes de despedimentos e reformas antecipadas. Por vezes, os indivíduos em causa eram membros seniores da organização.
E agora estes mesmos indivíduos munidos de anos de experiência e algum capital vão querer começar de novo e a solo.

Se este foi o seu caso, aqui ficam alguns conselhos de como usar a sua indemnização de forma a plantar as sementes de uma nova e excitante etapa profissional.

Plano de negócio.
O dinheiro resultante de uma indemnização terá de ser o seu fundo de garantia até que o seu novo empreendimento comece a gerar capital. Assim sendo, antes de mergulhar de cabeça num novo negócio faça o seu trabalho de casa: Quanto é que lhe vai custar? Qual será, entretanto, a sua fonte de rendimento? Quem é o seu público-alvo? Como é que vai abordar o seu cliente? Quando é poderá começar a receber um salário?

Atitude.
Respostas objectivas e detalhadas às questões acima colocadas são essenciais, assim como organização e planeamento. Assuma a fase de pesquisa e lançamento do negócio como o seu actual trabalho e aja de acordo: use um recanto da sua casa como seu novo escritório e vista-se como se fosse trabalhar. A atitude psicológica é fundamental neste processo.

Acção.
Se for sua intenção usar a indemnização para abrir um negócio, não adie essa decisão. Não é preciso ser um génio em matemática para saber que quanto mais tempo passar, menos dinheiro terá para investir (e menos força de vontade também!).

Orçamento.
Neste caso não se trata de orçamento de estado, mas sim do seu próprio orçamento, se bem que ambos necessitem de cálculos críticos: estabeleça quanto dinheiro vai ser usado para pagar as suas contas pessoais durante um ano (idealmente dois). Considere um emprego em part-time se achar que não consegue ‘esticar’ esse capital durante esse período de tempo.

Limite gastos.
É fácil deixar-se levar pelo entusiasmo e gastar mais do que devia inicialmente. Resista à tentação de comprar material que não é imprescindível: todos sabemos que no seu anterior emprego tudo estava à mão de semear, mas agora estamos a falar do seu próprio dinheiro. Precisa mesmo de todos esses envelopes e cartões-de-visita? Se a resposta for afirmativa, agora responda a esta: Será que esses envelopes e cartões-de-visita precisam de conter esse logo que criou a pensar no novo negócio? Lembre-se que ainda está na fase de pesquisa pelo que poderá mudar de ideia e acabar com caixotes cheios de material que nunca irá usar. A palavra de ordem é ponderação. Reflicta com prudência e não tome decisões apressadas.

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