O segredo de um casamento feliz é o planeamento financeiro

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Unidos até no dinheiro

O segredo de um casamento feliz é o planeamento financeiro de longo prazo!

Saint-Martin, no Caribe, é um dos destinos mais procurados por jovens casais em lua de mel. A ilha tem praias paradisíacas, que são um convite ao romantismo. Dotada do charme francês e holandês, culturas predominantes na região, os hóspedes são recebidos pela alegria caribenha e conforto do estilo americano.

Um local perfeito para descansar, relaxar muito, se apaixonar e ainda fazer boas compras. Este era o destino da advogada Marcella Hill, de 25 anos, que trabalha no escritório Mattos Filho, e de Eduardo Queiroz, de 29 anos, consultor da ATKearny, ambos de São Paulo.

Eles são um casal reconhecido pela determinação do planeamento pessoal, profissional e financeiro. Desde o início do relacionamento, há cerca de quatro anos, seguem uma planilha financeira para dar sustentabilidade aos sonhos futuros.

É sabido que grande parte dos problemas de relacionamento dos casais começa com o dinheiro, seja no excesso ou na falta dele. “Muitas vezes a falta de romantismo fica como a vilã da história, quando na verdade é a situação financeira complicada que enterra os sonhos dos casais”, diz Gustavo Cerbasi, autor do best seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Ed. Gente).
Como Marcella e Eduardo querem ter uma vida feliz, fazem direitinho a lição de casa. Eles conversam sobre seus objetivos e fazem reservas financeiras para transformar sonhos em realidade e manter o dinheiro como um aliado na relação dos dois.

Quem tem conta conjunta tem de dividir muito bem as despesas

CONTA CORRENTE

O primeiro passo do relacionamento financeiro em comum foi abrir uma conta corrente conjunta para gerenciar os pagamentos relacionados ao dia a dia. Esta conta é utilizada para concentrar os investimentos do alvo prioritário do casal: estudar na Inglaterra em 2010. “Temos uma conta conjunta e também uma pessoal. Com o dinheiro da conta pessoal, cada um faz o que tem vontade em termos de consumo, respeitando a individualidade do outro”, conta Eduardo. Este é um grande passo para o relacionamento dar certo: respeitar a conduta um do outro.

Segundo os consultores especializados em casais, ter conta conjunta é recomendado, até mesmo por uma questão de segurança. Ambos podem assumir o pagamento das despesas sem se preocupar com a ausência do outro em uma viagem de trabalho, por exemplo. Num caso mais extremo, como o falecimento, a conta poderá ser movimentada sem que haja a necessidade de aguardar o inventário, que costuma demorar meses.
No entanto, um risco da conta corrente conjunta é a solidariedade. Segundo o Banco Central, não importa quem emitiu o cheque sem fundo.

O nome dos dois vai para a lista negra das instituições financeiras. “Para evitar problemas e usufruir das vantagens da conta única, o primeiro passo é combinar muito bem a divisão das despesas”, diz William Eid, consultor de finanças pessoais, em São Paulo.
Marcella e Eduardo dividem as contas fixas da casa, como aluguel, energia e faxineira igualmente. No passado, quando havia o imposto para transferir dinheiro entre contas, cada um era responsável por quitar algumas contas. Este procedimento foi mantido, mesmo com o fim da CPFM, em 2008.

POUPANÇA

A poupança e os gastos são definidos de acordo com a renda de cada um. Ela poupa 20% do salário para fazer mestrado na Inglaterra. Já fez três processos de seleção em Londres e um em Cambridge e aguarda a resposta para saber em qual cidade irá morar. Ele, consultor de estratégias, reserva todos os recursos para a viagem e planeja trabalhar enquanto Marcella estiver fazendo o seu curso.

Desta forma, a estadia no exterior será mais confortável e proveitosa para ambos. Quando ela terminar o seu programa de estudo, Eduardo começa sua jornada para realizar o MBA em Londres. No campo das receitas extras da planilha financeira deste ano já está anotado o bónus de final de ano. Afinal, morar fora do país exige um planeamento financeiro e tanto para que o sonho de viver no exterior não se transforme em um grande pesadelo internacional. Como a vida é dinâmica — e ainda bem que é assim —, os planos dos dois mudaram de rumo.

Depois de morarem há três anos juntos, Eduardo pediu Marcella em casamento. “Foi uma grande surpresa”, diz ela, ainda emocionada. Uma situação dessa muda qualquer destino. Bem como qualquer planeamento. E o que fazer com uma despesa imprevisível e ainda por cima elevada? Afinal, dependendo da sofisticação, um casamento pode custar hoje em dia muito dinheiro.

Com certeza esse gasto não pode entrar nas contas comuns. Mas precisa ser negociado para que o prazer que vai proporcionar aos noivos e à família não seja seguido de uma grande discussão desagradável. Diante do inesperado, eles aceitaram ajuda dos pais e pegaram empréstimo para realizar a festa de casamento. “Não gostamos de dívidas, pois os juros são elevados. Mas às vezes ela é necessária para realizar um desejo que traz felicidade”, diz.

A poupança e os gastos são feitos de acordo com a renda de cada um

A poupança que estava reservada para o estudo foi usada para bancar a lua de mel. Eles compraram um belo pacote turístico para a ilha do Caribe. Quando estavam na porta do avião, o funcionário da companhia aérea pediu os passaportes, já olhados durante o check in, só para ver um detalhe.

LUA DE MEL FRUSTRADA

Ela, dona de passaporte europeu, que lhe dá passe livre em passeios em toda a ilha, seja a parte francesa, seja a parte holandesa. Ele, de posse do novo passaporte brasileiro, com mais de 20 itens de segurança e vistos renovados. “Sinto muito, como vamos fazer conexão em Miami, a senhora tem de apresentar o passaporte brasileiro e o visto para entrar nos Estados Unidos”, disse o funcionário. Cena do estilo da música Meu Mundo Caiu, da cantora Maysa. O casal ainda tentou convencer autoridades e os agentes de turismo. Nada. Jovens descolados, sem lua de mel não iam ficar.

Como diz a propaganda de um cartão de crédito, há coisas que não tem preço. E uma delas é a lua de mel. O clima tão romântico cedeu lugar a uma bela dívida no cartão de crédito para financiar uma nova viagem. Dessa vez para o Nordeste do Brasil, pois a devolução do pacote pago para Saint-Martin iria demorar. “Estamos quase terminando de pagar a nossa lua de mel”, conta Marcella. O valor pago para Saint-Martin, cerca de 3 000 dólares, teria um deságio de 40%. Então o casal transferiu o crédito integral para um outro pacote de turismo.

RESPEITO

Situações inesperadas à parte, as chances de um casamento dar certo aumentam quando um respeita a conduta financeira do outro. O primeiro passo é ter um planejamento financeiro de longo prazo. Isso ajudará a gastar menos com presentes no dia a dia, formando uma reserva para emergências, assim como fazem Marcella e Eduardo. Por ter o hábito de poupar, realizaram o sonho de um casamento e driblaram os imprevistos.

Segundo Gustavo Cerbasi, é preciso aprender a lidar com o perfil do parceiro e criar condições para que os sonhos sejam conquistados e comemorados a dois. “Dependendo do perfil financeiro de cada um, o relacionamento pode ter tudo para dar certo — inclusive financeiramente — ou tudo para ser uma bomba relógio”. Pelo que tudo indica, Marcella e Eduardo vão curtir a aposentadoria juntos e tranquilos financeiramente.
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